Como Funciona o Simples Nacional para Medicina
Médicos que atuam como pessoa jurídica no Simples Nacional se enquadram no Anexo V. O principal instrumento de otimização tributária é o Fator R: quando a folha de pagamento atinge a proporção legalmente estabelecida em relação à receita bruta, o DAS passa a ser calculado pelo Anexo III.
Para médicos solo — sem recepcionistas ou auxiliares de consultório — o pró-labore é o único componente da folha. Encontrar o pró-labore mínimo que ativa o Fator R, sem pagar INSS desnecessário, é o exercício central do planejamento tributário. A calculadora Fator R calcula esse valor com precisão.
Para consultórios com equipe — recepcionistas, técnicos de enfermagem, auxiliares — a folha CLT pode ser o suficiente para ativar o Fator R sem que o médico precise aumentar o próprio pró-labore. Nesse cenário, o custo do colaborador pode ser parcialmente compensado pela economia no DAS.
Aspectos relevantes para médicos PJ:
- Plantonistas: médicos que recebem plantões de hospitais como PJ emitem NF-e. A receita de plantões entra no faturamento bruto para fins do Simples e do Fator R.
- CRM: o registro no CRM é pessoal. A empresa médica precisa ter responsável técnico com CRM ativo, mas o registro profissional é do médico, não da PJ.
- Distribuição de lucros: lucros distribuídos por empresas do Simples Nacional são isentos de IR para o sócio médico. Estruturar corretamente pró-labore x lucros é uma das maiores alavancas tributárias disponíveis.
Tranquilha monitora o Fator R mês a mês, projeta o DAS dos próximos meses e emite alertas quando existe oportunidade de ajuste — para que o médico não pague mais imposto do que precisa.